piloto automático

E assim vivemos: arranjamos um trabalho, aprendemos e repetimos mil e quinhentas vezes o mesmo, todos os dias; criamos uma rotina e vivemos o mesmo dia vezes e vezes sem conta.
Recuso-me a viver assim. Lamento pelos mais sensíveis, mas não sinto que isso seja realmente viver.
Onde fica o tempo para estarmos com quem amamos? Onde ficam as surpresas sem motivo? Onde fica o tempo para nós próprios? Onde fica os momentos para sentirmos?
Vivemos em piloto automático, todos os dias, a toda a hora e eu recuso-me a aceitar isso.
Acho inútil demonstrações de amor em dias marcados, encontros familiares em datas especificas, cuidarmos de nós “quando dá tempo”.
Quando nos tornámos tão superficiais? Quando nos tornámos tão ocupados?
Quando é que vai haver tempo? Na reforma que talvez não teremos? Na velhice quando já tivermos perdido grande parte das pessoas que realmente nos são importantes?
Lamento por quem se recusa a arranjar tempo na agenda para viver. Lamento por quem fica à espera da “altura certa” para seguir sonhos.
Estamos aqui, hoje, agora.
Se somos o que vivemos, porque não estamos a aproveitar, para de facto... viver?
Vais continuar a querer viver em piloto automático?

Comentários