| do ódio ao amor |
lamento, isto não é um mero texto cliché sobre o amor. ou melhor, na realidade até é mas não no sentido de duas pessoas apaixonadas mas sim de pessoas individuais apaixonadas pela vida.
quão fácil é nos sentirmos frustrados por tudo e por nada? quão fácil é carregarmos dores passadas? quão fácil é nos culpabilizarmos por erros cometidos?
sabem o que acho mesmo difícil nos dias de hoje? ser-se grato. termos a capacidade de entender que tudo é como tem que ser e que tudo nos ensina algo (clichê, eu sei, mas bem real - acreditem).
durante imenso tempo, senti-me incapaz, insuficiente, não merecedora de coisas boas… e a lista continua por aí fora. era tão mais fácil deixar-me consumir pela negatividade e por todos os sentimentos que ela trás.
mas cansei-me, eu não me queria sentir mais assim, eu precisava de arranjar uma saída, precisava de mais, de melhor e, no fundo, sabia que o merecia.
o apoio da minha família foi e é fundamental em todos os momentos da minha vida, os chamados livros de autoajuda trouxeram-me um olhar diferente, uma lufada de ar fresco. as coisas não foram fáceis (nem são ainda), mas o caminho é maravilhoso e aprendermos a apreciar as coisas que damos como garantidas ou que nem nos apercebemos que existem, é algo que realmente não se explica ou define.
uma história como tantas outras que retrata uma visão diferente (e tão igual) para o mundo.
que passemos todos do ódio ao amor, na vez do inverso. que as mágoas, os erros e as frustrações não nos tornem frios nem insensíveis para a vida, para o mundo.
"a forma como vemos a vida, é o reflexo daquilo que somos."
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